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[Informações/Curiosidades] Snes - Super Nitendo Entertainment System

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[Informações/Curiosidades] Snes - Super Nitendo Entertainment System

Mensagem por maycon137 em 4/10/2010, 13:47

Super Nintendo Entertainment System (também conhecido como Super Nintendo, Super NES, SNES e no Japão como Super Famicom), é um videogame lançado pela Nintendo em 1990 no Japão, 1991 nos EUA e 1992 na Europa.

O sucesso de sua venda foi superior a 50 milhões de unidades por todo o mundo. Muitos também o consideram o melhor console da história, pela quantidade e qualidade dos jogos desenvolvidos para ele. O SNES foi oficialmente descontinuado em setembro de 2003, depois de render bilhões de dólares a Nintendo e fazer o mercado doméstico de videogames ainda mais atrativo. O Super Famicom, versão japonesa do console, só foi descontinuado um ano depois, em maio de 2004.

Os dois jogos no lançamento foram Super Mario World e F-Zero. O primeiro, estrelado pelo mascote Mario, costumava acompanhar o console nas vendas e contabilizou 20 milhões de cópias. O segundo contabilizou 2,85 milhões e deu início a mais uma série da Nintendo.



História

Masayuki Uemura, o mesmo homem por trás do desenvolvimento do Famicom anos antes, foi chamado para encabeçar a equipe que deveria desenvolver o videogame da próxima geração. E assim, no final de 1990, seria lançado no Japão o Super Famicom, que logo se tornou um sucesso. O console, por ser quase 2 anos mais novo que o concorrente, possuía gráficos e efeitos audiovisuais bem mais sofisticados que o rival. Ele conseguia colocar até 256 cores simultaneamente na tela, de uma paleta de mais de 32.000 cores; movimentava sprites com efeitos de rotação, zoom e transparência; seu controle, apesar de não ser tão anatômico (parecia um osso) como o do Mega Drive, tinha 8 botões.

A placa de som também era poderosa, provavelmente a maior diferença entre o Super Famicom e o Mega Drive. Durante o desenvolvimento do console, a Nintendo queria um chip de som muito superior a do Mega Drive, um sintetizador-FM da Yamaha, considerado bem avançado até então (era muito superior ao do Nes 8 bits). Para combater as limitações da Sega, a Nintendo teve que terceirizar os serviços, pois o trabalho estava além das suas habilidades. Para isso a empresa contactou a Sony para produzir o chip de audio para o Super Famicom, porém a Sony naquela época não se interessava por videogames (quem diria!) e recusou o trabalho. Porém, um dos engenheiros da Sony viu aí uma boa oportunidade. Seu nome era Ken Kutaragi, simplesmente o homem que em alguns anos seria o “pai” do PlayStation.

Kutaragi começou a trabalhar em segredo com a Nintendo, sem os seus patrões da Sony desconfiarem. Assim, foi Kutaragi quem desenvolveu o processador de audio que a Nintendo estava procurando, um Sony SPC700, capaz de fazer trilhas sonoras maravilhosas, como o do game Actraiser. Os executivos da Sony, claro, não gostaram do uso não autorizado de seus recursos. O emprego de Kutaragi estava por um fio, quando então a Nintendo ofereceu um lucrativo acordo pelo chip de som, que a Sony logo concordou. Assim, a Sony ganhou muito dinheiro através da Nintendo e Kutaragi provou aos seus patrões que o mercado de videogames podia sim ser muito lucrativo. Esse foi o pontapé inicial para que a Sony entrasse no mercado de videogames e um tempo depois dominasse a indústria com o seu PlayStation, também concebido por Kutaragi. Ironias da vida.

Mas o poderoso videogame tinha um calcanhar de aquiles: o seu processador era muito lento, que rodava a apenas 3,57 MHz e ocasionava constantes slowdowns em vários jogos.

Perdia de feio para o Mega Drive, que rodava a 7,67 MHz. Pode parecer pouca coisa, mas isso faria a diferença para o tipo de jogos lançado para cada console. O Super Famicom rodaria os RPGs (o gênero preferido dos japoneses, por isso o grande sucesso no Japão) com maior facilidade, pois são jogos “lentos” que não necessitavam tanto do processador. Já o Mega Drive se daria bem com jogos de esportes, plataformas e shooters (jogos de navinha) que exigiam mais do processador. E assim, com o monopólio das melhores softhouses fazendo jogos exclusivos para o seu poderoso videogame (coisa que acontecia desde a época do Famicom), o Super Famicom rapidamente foi um sucesso estrondoso no Japão.

Mas a Nintendo cometeu um erro estratégico, e demorou a lançar o videogame no mercado americano. Apenas no final de 1991, quase três anos depois do lançamento do Genesis em solo americano, é que o então Super Nintendo Entertainment System chegaria às lojas americanas, com um novo visual lembrando uma caixa de sapatos (é, a Nintendo nunca foi muito boa com o design de seus consoles) e na cor branca, seguindo o padrão do antecessor. Foi inicialmente vendido por US$ 200 e vinha acompanhado do jogo Super Mario World. Na Europa foi lançado algumas semanas depois e aqui na América do Sul só importando, Risada Má (só em 1993 ele viria para o Brasil pela Playtronic).

Porém, o domínio da Nintendo no mercado japonês não se repetiu nos mercados americano e europeu. Com a demora do lançamento do seu Super Nintendo, deu tempo de sobra para a Sega consolidar firmemente o Mega Drive/Genesis na Europa e EUA, com preços atrativos do console e games e uma agressiva campanha de marketing nos EUA. O Super Nintendo vendeu bem, mas como a Nintendo dominava o mercado de 8 Bits com o Nes, agora era a Sega que dominava o mercado de 16 Bits.

Foi então que a Nintendo levou o golpe mais duro da Sega, na forma de um ouriço azul: Sonic The Hedgehoc. Sega joga pesado e coloca o carismático personagem para competir com o Super Nintendo. E não é que o ouriço acabou vencendo no Snes e no velho Mário? A Sonic-mania espalhou-se pelo mundo com o jogo de ação supremo, ajudando a Sega a continuar a vender seu 16 Bits com uma larga vantagem. Daquele jeito, nem com 500 Super Marios o Super Nintendo podia chegar perto.



E a Nintendo teve que engolir um segundo lugar, mas ela não ia deixar barato, jamais entregaria assim a liderança do mercado americano e europeu. A rivalidade entre as duas empresas cresceu como nunca, e Nintendo e Sega produziram o que é provavelmente a mais notória guerra de consoles da história. Gamers se dividiam entre uma ou outra (os fãs mais fanáticos, os mais espertos tinham os dois consoles). A guerra acabou indo parar nas mãos dos games, tanto uma quanto outra lançavam games cada vez melhores. Até que, um certo dia, a Nintendo viu uma luz no fim do túnel…

E chegam os lutadores de rua



Em 1992 veio a salvação do Super Nintendo graças à Capcom, que lançaria para o console o seu já consagrado game de arcade Street Fighter II, em uma conversão mais do que perfeita para o console da Nintendo.

Finalmente o Super Nintendo começou a decolar no ocidente, no Japão ele já dominava o mercado, agora faltava o resto do mundo. Mas a Sega estava preparada e contra-atacou com excelentes jogos para o Mega Drive, como Sonic 2 e Streets of Rage 2, além de que Street Fighter 2 sairia para Mega Drive um tempo depois.

A Nintendo ainda tinha que engolir o segundo lugar, mas desta vez estava mais próxima. A Sega possuía 56% do mercado contra 44% da Nintendo. O mercado estava completamente dividido entre as duas empresas e a guerra tinha chegado ao seu ápice. Foi então que surgiu, em 1994, a arma secreta da Nintendo que a colocaria novamente ao topo. Um personagem já esquecido seria ressuscitado e faria que o Super Nintendo assumisse a liderança do mercado dos 16 Bits…

A volta do Kong



Em 1981, Shigeru Miyamoto cria o jogo para arcade Donkey Kong (algo como “Gorila Burro”) e que rapidamente vira um grande sucesso comercial. O jogador, um carpinteiro nanico, devia salvar a namorada que havia sido raptada pelo raivoso gorila. O carpinteiro ganha o nome de Mario, e tempos depois viria a estrelar seu próprio game, o pouco famoso Mario Bros.

Um fato curioso, em 1982 a Nintendo seria processado pela Universal Studios por plágio do seu filme King Kong. Porém a Universal caiu do cavalo pois não sabia ela que King Kong já havia entrado em domínio público, ou seja, não possuía mais direitos autorais. Pagou um senhor mico, ou devo dizer um senhor Kong? E pra sorte da Nintendo, pois está na cara que o game é chupadaço de King Kong, ehehe

Em 1991 a empresa Rare lança para o nintendinho o game Battletoads, game com sapos guerreiros anabolisados, que rapidamente virou um grande sucesso. O jogo seria relançado para o Super Nintendo em 1993, com o nome de Battletoads in Battlemaniacs. Depois disso a empresa tomou chá de sumiço. Durante esse tempo ela estava investindo em estações gráficas da Silicon Graphic, permitindo a ela a criação de uma nova tecnologia, a ACM (Advanced Computer Modeling). Essa nova tecnologia permitiu o desenvolvimento de gráficos de qualidade incrível para o Super Nintendo. A Big N, impressionada com os resultados, propôs que a Rare escolhesse um personagem da empresa para a criação de um game usando a nova tecnologia. O escolhido foi Donkey Kong.



Em 1994 a Rare iria surpreender o mundo ao lançar Donkey Kong Country para o Super Nintendo. O jogo era revolucionário, mostrava gráficos que até então jogo nenhum havia conseguido reproduzir em 16 Bits: gráficos pré-renderizados 3D em um console 2D. O jogo foi o maior sucesso, as vendas do Super Nintendo dispararam, e finalmente a Nintendo consegue recuperar seu primeiro lugar no mercado de 16 Bits. Mais dois jogos do DK foram lançados para o Super Nintendo, mas não chegaram a impressionar tanto como o primeiro, afinal já estávamos entrando na era dos 32 Bits.

Aliado a isso e ao fato de em 1995 o presidente da Sega ter decidido parar com a produção e suporte ao Mega Drive, para se dedicar exclusivamente ao Saturn (que apanhou feio do Playstation) e a demissão do chefão da Sega of America, Tom Kalinske (grande estrategista e o principal responsável pelo sucesso da Sega nos EUA), não ficou difícil para a Nintendo dominar rapidamente o mercado, transformando o Super Nintendo o 16 Bits mais vendido na história. O Super Nintendo teve sua produção encerrada somente em 2000, e no Japão parece que ele ainda durou um pouco mais.

Uma curiosidade que pouca gente sabe é que a Nintendo planejou um periférico de CD para o Super NES que iria se chamar play station (assim como o Sega CD para o Mega Drive), mas as negociações com Sony e Philips não funcionaram e as duas lançaram os próprios consoles baseados nos periféricos não lançados: PlayStation e CD-i respectivamente.

Fontes: Wikipédia e Game Hall

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Re: [Informações/Curiosidades] Snes - Super Nitendo Entertainment System

Mensagem por Amakura em 1/5/2013, 22:52

Imortal Super Nintendo!
Já faz algum tempo que estou tentado adicionar um a minha coleção...

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Re: [Informações/Curiosidades] Snes - Super Nitendo Entertainment System

Mensagem por Keisuke_kun em 2/5/2013, 03:40

Amakura escreveu:Imortal Super Nintendo!
Já faz algum tempo que estou tentado adicionar um a minha coleção...

Cara eu tenho um amigo que tem um!Ele não troca e nem vende,ele vende o ps3 dele mas não vende o SNES Laughing

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Re: [Informações/Curiosidades] Snes - Super Nitendo Entertainment System

Mensagem por Amakura em 3/5/2013, 01:24

por isso que tá difícil!
quem tem um ou não vende de jeito algum ou pede quantias absurdas

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Re: [Informações/Curiosidades] Snes - Super Nitendo Entertainment System

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